sábado, fevereiro 05, 2011

Tablets, e-readers e o futuro

Um pouco mais de um ano do lançamento da primeira versão, já surgem rumores para a chegada do iPad 2, que, de acordo com sites especializados em novidades da Apple, estará disponível no mercado ainda neste semestre. Mais uma vez Steve Jobs acertou em cheio. O seu produto vendeu em todo mundo quase 15 milhões de unidades, superando todas as expectativas dos investidores.
Tudo bem que, bem antes do iPad, vieram os revolucionários “e-readers” (leitor de livros digitais), como o famoso Kindle, sucesso lançado em 2007 pela empresa estadunidense especializada em comércio eletrônico Amazon, que deu um passo extremamente importante na venda de livros em formatos digitais. No entanto, com a chegada do iPad, a Apple abriu as portas aos tablets, proporcionando uma interatividade infinita com a comercialização de milhares de jogos, aplicativos e publicações - livros, revistas e jornais -, tudo por meio de sua loja virtual iTunes. 
Assim como aconteceu com os computadores pessoais, os tablets dominarão e estarão presentes às mãos de milhões de leitores de jornais, livros e revistas num futuro muito breve. Essa tendência é irreversível e as empresas que fabricam (ou pensam em fabricar) esses dispositivos sabem disso.
Se por um lado as fabricantes têm ciência do futuro dos tablets, para empresas de comunicação e editoras ainda há muitas dúvidas. A venda de jornais, livros e revistas exclusivo para esses dispositivos móveis será inevitável e lucrativa. Custos com a impressão, com o transporte e com a distribuição, por exemplo, ajudariam a diminuir drasticamente o valor final do produto, atraindo um número cada vez maior de consumidores.
Apesar de preocupados com o futuro de suas publicações, empresários do ramo ainda não conseguiram traçar um plano para lidar com o avanço feroz da tecnologia. Com a popularização dos tablets e o baixo custo das versões digitais, é provável que o número de pessoas a migrar para esse tipo de dispositivo aumente, além de conquistar novos leitores que não tinham intimidade com as edições impressas.
Uma matéria publicada hoje pelo “New York Times” apresenta a realidade dos e-readers e das publicações virtuais. De acordo com a reportagem, a venda de livros eletrônicos na editora HarperCollins subiu 25% contra 6% no ano anterior. 
Eliana Litos, a adolescente de 11 anos citada na reportagem, diz que, desde quando ganhou o e-reader, não consegue abandonar a leitura. “Já faz algumas semanas que eu esqueci completamente da TV. Durante duas semana. Eu assisti apenas a um programa ou a quase nenhum. Eu fico lendo todos os dias”, revela a jovem.
É evidente que as invenções tecnológicas são responsáveis por tais mudanças. O próprio livro convencional como conhecemos também passou por diversas transformações, desde as escritas feitas em tabuletas de argila ou de pedras até os e-books de hoje. Essas modificações que aconteceram ao longo dos séculos também impulsionaram novos leitores, seja de livros ou de jornais.
No entanto, no mundo selvagem do capitalismo, onde a existência de tais produtos - jornais, revistas e livros - depende do fator financeiro, qualquer mudança deve ser estudada e planejada. Assim, mesmo que existam obras independentes e sem fins-lucrativos, elas serão esporádicas ou mínimas.
Nem todos se adaptarão às versões digitais, mas provavelmente será a minoria. Portanto, se daqui a alguns anos, se a venda de publicações impressas cair radicalmente, é provável que as empresas abandonem esse nicho de mercado, pois não compensaria financeiramente para elas e muito menos para os consumidores.
Esse é um ponto que precisa ser debatido, pois até que momento os tablets influenciarão a economia mundial. A supressão das publicações impressas certamente colocaria em risco de extinção milhares de empregos que ajudam a mover a economia. A área gráfica, do transporte, da distribuição e do varejo seriam apenas alguns exemplos.
A própria chegada dos e-readers e dos tabletes eliminaram a ideia que se tinha até há pouco tempo: de imprimir livros, jornais e revistas em bancas e em livrarias. Para ter acesso a esses conteúdos, nem de casa precisamos sair mais. 
Diante dessa situação, será que estamos prontos para tais dispositivos assim como eles estão prontos para nós? Hoje, essa é uma resposta valiosa demais para o mercado e infelizmente não a tenho. Mas e você?

Foto: Divulgação

domingo, janeiro 30, 2011

Que mão de obra é essa?

Já não é mais novidade para ninguém que a educação no Brasil não acompanha o crescimento econômico do País. No entanto, além da falta de mão de obra especializada, grandes e pequenos empresários estão enfrentando mais um problema na hora de contratar funcionários ou estagiários: a ausência de comprometimento, que, dependendo do ponto de vista, pode estar relacionada à educação. 

Histórias de pessoas que chegam para trabalhar e abandonam o emprego no mesmo dia sem mesmo dar satisfações ao novo patrão são comuns. Há também inúmeros exemplos de empregados que faltam e nem justificativas expressam. Com tais cenários, empresários estão muito mais seletivos no momento da contratação, exigindo experiências anteriores e principalmente boas recomendações. 

Dessa forma, as indicações favoráveis estão valendo tanto quanto um bom currículo. Portanto, as agências de empregos ou mesmo os recursos humanos das empresas estão tendo que se adaptar a essa nova tendência. Para elas, a busca por candidatos que agradem os empregadores não tem sido fácil, pois já percebem que candidatos experientes nem sempre são aqueles que assumem compromissos com a empresa e com o cargo. 

Nesta conjuntura, encontramos duas guerras: entre patrões em busca de profissionais e entre candidatos a procura de patrões. Nesta luta quem perde é o Brasil. Por isso, a qualificação profissional é um dos mais importantes desafios que o País deve enfrentar nos próximos anos e rápido, sob pena de ter mão de obra estrangeira ocupando posições relevantes que poderiam certamente ser preenchidas por brasileiros. 

O governo transmite essa situação à população como prosperidade da nação. Porém, esquece que, nos países de primeiro mundo, o défice populacional é um forte motivo para atrair estrangeiros. Certamente esse não é o caso do Brasil, com uma população de aproximadamente 200 milhões de pessoas.

Solucionar esse problema requer empenho dos governos na esfera federal, estadual e municipal. Educação, formação técnica e trabalhos sociais são formas de construir um projeto para o futuro. Mas a tarefa deve ser executa com seriedade e com comprometimento, as mesmas qualificações exigidas por empresas para preenchimento de cargos.

Se por um lado o governo precisa empenhar-se, os candidatos também devem se dedicar mais. Comprometimento com o cargo e com a empresa são fundamentais para um futuro promissor e muito valioso para a carreira profissional. 

Infelizmente, quem sofre mais com a falta de pessoas qualificadas no mercado de trabalho são os pequenos empresários, pois não possuem a mesma estrutura das grandes empresas para suprir essa defasagem que o mercado impõe. O resultado disso sempre estará na qualidade cada vez menor do serviço ou do produto oferecido para o consumidor final, penalizado sempre como de costume.

quinta-feira, abril 08, 2010

Caos no transporte aéreo

A revista “Veja” abordou na edição desta semana a dramática situação dos principais aeroportos deste País. Sem o investimento necessário para a demanda de voos que o Brasil possui, viajantes sofrem com a falta de infraestrutura necessária para o bom funcionamento do transporte aéreo. O cenário nada se parece com o que se encontra nos países desenvolvidos, como Inglaterra, Espanha e Canadá, por exemplo.

O problema atinge com mais seriedade o aeroporto de Congonhas, em Guarulhos-SP, e principalmente os vôos internacionais. A espera dentro do avião chega a ser exaustiva e a falta de informação é lastimável.

Depois de uma interminável espera dentro do avião para o desembarque, quando o passageiro acredita que aquele será o único problema a enfrentar na chegada ao Brasil, mal sabe que tal tardança é ínfimo perto dos mais variados aborrecimentos que enfrentará, estendendo-se por mais algumas horas de espera e de angústia.

A extensa fila para a apresentação do passaporte na Polícia Federal é extremamente demorada e exaustiva. O número de oficiais é modesto para atender a demanda no horário de pico. Portanto, 30 minutos é o mínimo de espera para a apresentação. É muito tempo para quem enfrentou horas de viagem dentro de um avião.

A estressante busca pela bagagem também é um problema a enfrentar. Às vezes uma esteira acaba recebendo de três a quatro voos e, então, o festival de empurra-empurra se inicia. Centenas de pessoas vão à busca de seus pertences pessoais. E não é incomum a interrupção da esteira e bagagens sendo atiradas ao chão. Nessa hora, a paciência de muitas pessoas vai ao limite – e com razão.

O último passo antes de deixar o aeroporto é a passagem pela Receita Federal. Dezenas de centenas de pessoas, uma a uma, entregam suas declarações e aliviadas deixam o aeroporto, na esperança de que esse cenário possa mudar em breve.

Essa é uma situação complicada para um País que está prestes a receber dois importantes eventos mundiais, principalmente quando o transporte aéreo é fundamental – se não o mais importante – para a realização deles.

Portanto, investimentos em infraestrutura devem ser tratados com extrema urgência pelos governos (federal, estaduais e municipais). Também não adianta garantir recursos sem o mínimo de planejamento. As metas devem ser cumpridas e as promessas também.

O Brasil está longe de ter um sistema eficaz de transporte para sediar eventos grandiosos, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo. Mas talvez essa é a hora para que os governantes acordem e revejam a importância desses investimentos para o Brasil, beneficiando a população brasileira.

O Brasil necessita melhorar intensamente o seu sistema de transporte e deve começar a pensar em ampliar o investimento em ferrovias, tanto para o transporte de carga como de passageiros. Essa é a oportunidade para o País mostrar que está interessado em se desenvolver em prol de uma nação, fazendo de forma organizada e responsável.

quinta-feira, abril 01, 2010

Páscoa e eleição: uma combinação que políticos adoram

Páscoa em ano de eleição é uma data que certos políticos adoram. Alguns aproveitam bem o período festivo para fazer boas ações. Para isso, até de coelho se vestem - com direito a “dentinho” postiço e tudo. Sem cerimônias, saem pelos bairros periféricos, escolas e entidades filantrópicas “botando” centenas de ovos de chocolate nas mãos de alunos e de crianças carentes e, a cada dois anos ou quatro, ressurgem como se fosse um ciclo vicioso da caridade pascoal.

Nessa época do ano, a prática torna-se mais comum pelo simples fato de que o bom samaritano ainda não é considerado candidato a nenhum cargo político, pelo menos oficialmente. Embora tal atitude não deixe de ser uma caridade, resultará nos próximos meses em compra de votos explícita. Porém, isso já será passado para alguns e esquecidos por outros. Talvez os únicos a se lembrar serão os contemplados e, então, objetivo terá sido alcançado.

A disputa política é árdua e geralmente ganha quem tem mais bala no bolso para adocicar a vida de seus eleitores. Não bastasse o chocolate em forma de ovo, alguns caridosos aproveitam a oportunidade e anexam ainda ao doce presente panfletos, fotos, imã e outros materiais que estapam a felicidade do indivíduo. Vale tudo no desejo de “Feliz Páscoa”, inclusive "ressuscitar" nas eleições, prometendo a salvação e a paz para todo o sempre.

segunda-feira, maio 25, 2009

Família Meneghini: a exposição infantil

Enquanto Silvio Santos foi longe demais com a história da menina Maísa, o “Fantástico” infelizmente segue a mesma direção. Para ensinar hábitos corretos, o programa da TV Globo tem usado de uma espécie de reality show, selecionando famílias que queiram expor sua rotina ao Brasil no quadro "Mudança Geral". E, na atual edição, é a vez dos Meneghinis.

A visibilidade da família Meneghuini não seria tão preocupante se não tivesse dois pré-adolescentes, como definiu a própria garota e protagonista do quadro, Malu, de 13 anos, na última edição do programa. Ela e seu irmão, Matheus, de 10, são expostos aos votos populares e ao ridículo. No último domingo, por exemplo, estabeleceu-se que os dois cuidariam da cozinha durante esta semana, com acompanhamento de uma nutricionista, enquanto a mãe descansaria.

Mas o que isso tem demais? Simples: são duas crianças (ou pré-adolescentes) que estão se privando do estudo e das brincadeiras para uma exposição em massa, como se fosse numa arena de gladiadores. Lastimável.

A “síndrome de Maísa” daria uma discussão imensa, mas espero que órgãos defensores dos Direitos da Criança e do Adolescente acompanhem de perto casos como esse para que não se torne rotineiros em nossa sociedade.

terça-feira, maio 19, 2009

Por que proibir venda de coxinhas?


O governador José Serra vetou nessa segunda-feira, dia 18/5, o projeto de lei que pretendia proibir as cantinas escolares das escolas paulistas de vender coxinhas e demais salgados fritos, bolachas recheadas, refrigerantes, pirulitos e balas, entre outras guloseimas. Fez bem o governador.

Não sou contra a geração “alimentação saudável”. Pelo contrário, acredito que a consumação benéfica de alimentos deve estar aliada à prática de exercícios físicos. No entanto, criar uma lei que proibi a venda de certos petiscos não seria o melhor caminho para levar uma vida saudável.

Sabe por quê? Não é apenas nas escolas que os alunos saciam a vontade de comer uma coxinha ou tomar um refrigerante, por exemplo. Isso eles fazem, sem culpa, longe das salas de aula, como em shopping center, em bares ou em lanchonetes.

É necessário aplicar e trabalhar a conscientização do consumo de alimentos saudáveis nas escolas e em casa. Proibir a venda não vai, de fato, solucionar este problema, pois existem outros meios lícitos para que os jovens possam consumir tais alimentos. Este assunto, assim como a cidadania e a prática esportiva, deve ser tratado de forma educacional e não repreensiva.

A prática saudável deve ser discutida desde cedo, no âmbito familiar e escolar.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Benefícios excessivos

Por acaso, alguma vez você já recebeu 147% de aumento salarial? Não. E altos benefícios para comprar vestuários? Não. E nem sequer uma ajuda de custo para contratar auxiliares ou assessores que possam contribuir satisfatoriamente com os seus serviços prestados como empregado?

Hoje o “Estado de S. Paulo” trouxe uma matéria falando sobre os benefícios e os salários dos vereadores no País. Torna-se uma ironia pensar em tais vantagens num território onde ainda existem pessoas escravizadas que são obrigadas a trabalhar a troco de apenas uma refeição diária.

Espero que no próximo ano a imprensa possa criar novas reflexões sobre o assunto, debatendo tais gastos desnecessários e exorbitantes que são constantemente praticados pela maioria de nossos governantes.

Feliz 2009, para todos!

sábado, dezembro 27, 2008

Tina Turner – Quebrando todas as regras

Depois de quase três meses, volto a escrever no blog e com uma resenha de como foi o show da última turnê de Tina Turner:

Tina Turner – Quebrando todas as regras

Quando ela encerrou a sua turnê no Brasil, em 1988, após uma séria de 200 concertos ao redor do mundo, Tina Turner - também conhecida como a leoa do rock’n’roll -, completaria 50 anos e falava em aposentadoria dos palcos, mas não dos estúdios. À época, ela promovia a turnê “Break Every Rule” (em português, algo como “Quebre Todas as Regras”), também título de seu álbum lançado em 1987.

Durante os últimos 20 anos, a diva do rock desistiu da aposentadoria e excursionou pelo mundo por mais quatro vezes. E, em outubro deste ano, oito anos depois de sua última turnê, voltou aos palcos para comemorar 50 anos de carreira. E, aos 69 anos e com idade suficiente para ser mãe de Madonna, Tina Turner provou que continua a quebrar todas as regras.

No último dia 13/11, em Toronto, no Canadá, assisti a mais nova turnê da cantora: Tina Live in Concert. No Air Canada Centre, para um público de aproximadamente 20 mil pessoas, Tina cantou como se fosse o último show de sua carreira. Faziam parte do script os seus principais sucessos e uma performance energética que certamente faria muitas garotinhas desistirem da profissão de cantora.

Mantendo a tradição dos grandes e velhos concertos de rock, tudo estava lá: a voz rouca e potente, os vestidos curtos e as pernas mais sexies do rock’n’roll, sem contar a pirotecnia e os efeitos visuais de última geração.

Foi ao som das primeiras notas de Steamy Windows que a cortina vermelha de seda deixou o local para que, então, Tina Turner surgisse numa plataforma posicionada a pelo menos 10 metros de altura. Relembrando do rock’n’roll que habitualmente cantava nos anos 80, ela interpretou os megasucessos Typical Male e What Get is What You See.


"Steamy Windows"


"Typical Male"


"What You Get What You See"

Destaque para "What’s Love Got To Do With It" e "Private Dancer", quando a cantora deixa de lado a roupa preta e justa, para surgir com um vestidinho vermelho e curto, exibindo propositalmente suas belas pernas bem torneadas que não remetem nenhum pouco a uma sensação gelatinosa ou a uma casca de laranja. Sim, elas ainda estavam lá e melhores do que nunca.


"What's Love Got To Do With It"



"Private Dancer"

Em um outro momento, ninjas surgem no palco e provocam uma luta, muito bem coreografada por sinal. Por instantes, você acredita que aquilo é real. Enquanto isso, uma megaestrutura metálica desce ao palco e as primeiras notas da flauta já anunciam: é a hora do “Mad Max”.

Todo palco transforma-se na famosa cúpula do trovão e Tina Turner surge com uma piruca amarela um pouco estranha, e assusta quem não se recorda. É que o apetrecho foi usado propositalmente, pois remete a sua personagem Aunty Entity no filme estrelado por Mel Gibson e ela na década de 80. A cena dá direito a Tina usar uma roupa idêntica a do filme.



"We don't need Another Hero"

Com um vestido um pouco mais comportado, a cantora aparece sentada ao lado de seus músicos. E uma versão diferente e acústica de “Help”, dos Beatles, traz uma balada emocionante e destaca a sua voz potente. Depois, vieram ainda os sucessos “Undercover Agent for the Blues “, “Let’s say together” e “I can’t stand the rain”.



"Help"




"Let's stay together"

Após as apresentações acústicas, os músicos se levantam, os banquinhos deixam o palco e, enfurecida, Tina Turner interpreta duas canções dos Rolling Stones –“Jumpin' Jack Flash” e “It's Only Rock and Roll”-, e mostra que, aos 69 anos, ainda possui muita energia para gastar.


"Jumpin' Jack Flash" e "It's Only Rock and Roll" - Versão 1



"Jumpin' Jack Flash" e "It's Only Rock and Roll" - Versão 2

Um dos pontos altos do show foi quando, novamente de vestido curto e de pernas de fora, Tina Turner interpreta “The Best” e “Proud Mary”, acompanhando os passos agitados de suas quatro bailarinas, provavelmente 40 anos mais jovens do que ela. Porém, um pouco antes, ela expôs todo o potencial de sua voz ao cantar “GoldenEye”, do filme do agente secreto 007.


"The Best"



"Proud Mary"



"GoldenEye"

Na última troca de roupa, cantora aparece cheia de energia, interpretando por quase seis minutos a canção “Nutbush”. Neste momento, a estrutura do palco dá lugar a uma passarela que sobrevoa toda a platéia num ângulo de quase 180º. Nessa plataforma, Tina Turner impulsiona o público para cantar em coro e ainda samba pela estreita passarela, sem medo de cair em cima da multidão. É nesta é hora que Tina se entrega para o seu público.


"Nutbush" - 1



"Nutbush" - 2

As guitarras e as luzes de alta potência diminuem o ritmo e seus efeitos. Uma típica balada da década de 90 anuncia o fim do show. Tina canta “Be Tender With Me Baby” e deixa o palco após duas horas sob os aplausos das 20 mil pessoas que esgotaram os ingressos no Air Canada Centre. Os créditos aparecem no telão e ostenta que o show chegou ao fim.


"Be Tender With Me Baby" - Versão 1




"Be Tender With Me Baby" - Versão 2

Em seu concerto de duas horas, Tina Turner provou ser uma lenda do rock e que continua “Simply The Best”, agendando mais de 80 shows em todo o mundo para esta turnê, certamente a última de sua carreira. É uma pena que os brasileiros não irão conferir, por enquanto, este espetáculo.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Sensacionalismo no combate entre policiais

Na tarde de ontem, um confronto entre as Polícias Militar e Civil ocorrido na frente do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, serviu de principal pauta para a imprensa televisiva. Porém, é lamentável que algumas emissoras utilizem de um momento delicado – em que policiais enfrentavam-se quando deveriam combater o crime – para fortalecer o sensacionalismo nos meios de comunicação.

Por volta das 19h, a TV Record repetia incisivamente as imagens do instante mais crítico do confronto, que ocorreu próximo das 16h. É deplorável como a emissora paulista conduziu sua cobertura jornalística sobre esse fato triste.

Já era noite quando o jornalista ainda narrava os fatos como se o embate ocorresse naquele instante. Temos ciência de que a imprensa tem um papel fundamental no condicionamento da opinião pública. Desse modo, a maneira como a circunstância foi exposta naquele horário é suficiente para alarmar uma sociedade de algo que já era praticamente inexistente.

A cobertura jornalística da TV Record, por volta das 19h, esteve muito longe de noticiar o ocorrido há aproximadamente três horas antes. Não bastou à emissora apenas contar o fato e informar o acontecido. Ela usou dos recursos das imagens gravadas para reproduzir e explorar de forma lamentável um fato inaceitável e impensável.

terça-feira, setembro 30, 2008

Tina Turner vem aí!

Não, ela não vem ao Brasil. Mas, amanhã, dia 1º, ela inicia sua primeira turnê em oito anos e provavelmente a última da extensa carreira de aproximadamente cinco décadas. Intitulada pela mídia como rainha do rock, Tina fará no próximo mês 69 anos provando estar na melhor forma, mantendo sua voz e suas pernas vivas nos dias de hoje.

Quando fiquei sabendo que ela voltaria aos palcos para uma última vez. Pensei: preciso vê-la. Quando ela esteve no Brasil, em 1988, registrou o maior público num único show de uma cantora solo na história da música. Recorde esse que ainda não foi batido e provavelmente nem será. Afinal, poucos estádios chegam a suportar 190 mil pessoas na audiência. Nem Maracanã tolera mais.

Os shows de Tina seguem toda a tradição de um velho concerto de rock. Pernas à mostra – e que pernas, diga-se de passagem -, cabelos altos e longos, voz poderosa e energia ímpar. Em sua última turnê, quando tinha um pouco mais de 60 anos, Tina Turner mostrou uma energia de duas horas de apresentação em mais de 80 cidades ao redor do Globo, sendo a turnê de maior lucro na história da música até aquele ano. Não é para menos que Tina vendeu, segundo o GuinessBook, mais ingressos para os seus shows que qualquer outra cantora solo.

Depois de tanto recordes e tantas energias, é impossível recusar um convite: o privilégio de assistir a rainha do rock em um dos 80 shows que ela fará ems estádios ao redor do mundo neste ano e no próximo ano. Detalhe: ingressos para 2009, na Europa, a maioria já está esgotada. Então, no dia 13 de novembro, em Toronto, estarei assistindo a essa megaprodução. Luzes, efeitos e palcos de altíssima tecnologia. E Tina, simplesmente a melhor, cantando os seus mais diversos hits.

Assim, enquanto não é hora do show, terei de ouvir os depoimentos de minha vizinha. Afinal, ela também irá assistir uma de suas apresentações em Chicago, nos Estados Unidos, nessa sexta-feira. Eu só na ansiedade.

Foto: divulgação do novo álbum que chega às lojas hoje. Abaixo, dois vídeos extraídos de seus shows:




sexta-feira, setembro 26, 2008

Só para refletir

Lei, há uma proibição para a veiculação de propaganda de tabaco nos meios de comunicação. A não presença delas na mídia é questão de saúde pública. Porém, do que adianta talvez tal vetação se continuam a fabricar carros com cinzeiros? Isso n”ao seria um incentivo ao fumo também?

segunda-feira, setembro 15, 2008

Vale mais que mil palavras

Provavelmente serei crucificado neste “post” em admitir que no passado – e isso não faz tanto tempo assim –, fui contra a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para atuar na profissão. Pode parecer inconcebível, mas é a mais pura verdade.

Porém, tal conceito ultrapassado deve-se um pouco a minha imaturidade, que não permitia uma reflexão profunda sobre o tema, que, para mim, estava praticamente resolvido. Mas, então, com novas leituras e novas discussões sobre essa concepção, mudei radicalmente meu parecer.

O jornalismo precisa sim de uma discussão profunda em sala de aula. O futuro da imprensa não pode ser sinônimo de comércio (eletrônico ou não), em que se vendem produtos pensando no bem próprio do vendedor ou do patrão. Acabou a era em que os bambambãs da redação tinham tempo e “paciência” para ensinar os jovens a fazer jornalismo e a pensar jornalismo.

Há um código de ética a ser cumprido e a ser conhecido. Há uma teoria a ser estudada. Enfim, existem autores, professores e alunos que devem debater e criar uma discussão e um olhar crítico sobre a profissão, que abrange as mais diversas áreas do interesse público. A era em que JORNALista apenas escrevia para jornal acabou.

A realidade está aí, a tecnologia também e as informações seguem freneticamente rápidas e cada vez menos lineares. Todo o cuidado é pouco. Os blogs, o jornalismo comunitário, apesar de grandes meios de comunicação e de interação, devem estar abertos ao público até que ponto?

Como quarto poder, a imprensa não pode ser banida pela sociedade, que a elegeu como um órgão fiscalizador durante um processo natural de democratização da informação. A imprensa deve estar presente. O jornalista necessita de responsabilidade, de ética e de conhecimento. Conhecimento esse que deve ser adquirido e debatido a partir das salas de aula até uma jornada sem fim. E certamente o pensamento de que antes do JORNALista existe o JORNALISMO deve prevalecer.

terça-feira, setembro 02, 2008

De camarote

Mais uma vez o Brasil assiste de camarote a falta de infra-estrutura para concertos internacionais. Ontem, à 0h, começou a venda de ingressos para o show de Madonna no Rio de Janeiro, no estádio do Maracanã, marcado para o dia 14 de dezembro. Logo nos primeiros segundos, quem tentou efetuar a compra de convites via Internet se irritou com as mensagens de erros, resposta lenta do servidor e até débitos adicionais no cartão de crédito. Existem ainda relatos de pessoas que permaneceram mais de oito horas on-line para garantir entradas.

Se não bastasse toda a confusão virtual, na fila da bilheteria no Maracanã, que iniciou as vendas às 11h de ontem, uma multidão de pessoas assistiam aos cambistas, que, com tranqüilidade, agiam sem restrições. Muitos dos ingressos vendidos por eles eram falsos, mas bastantes verdadeiros. Com eles, era possível conseguir entradas por até R$ 1500 para a pista Vip. Tal entrada custa, na bilheteria, R$ 600.

Porém, para quem preferiu realizar a compra por Internet, por telefone ou pelos pontos de vendas arcou com uma despesa extra de 20% a mais em cima do valor do ingresso. Segundo os organizadores, tal valor refere-se à taxa de conveniência que o cidadão paga pela estrutura diferenciada. Mas especialistas argumentam que ela é ilegal e quem se sentir lesado pode procurar a empresa ou os órgãos competentes.

A taxa de conveniência é mais absurda ainda se analisada junto com a argumentação da organizadora. As pessoas estão pagando por serviço diferenciado ou precário?

Os próprios os promotores deixaram transparecer a falta de estrutura para um show internacional de grande demanda. Se os servidores falharam abrindo a venda para apenas um dos shows. Imagine se a empresa permitisse a abertura para todas as datas? Seria um caos e provavelmente pensaram nisso e esse foi o motivo de datas diferencias para a abertura da venda para o Rio e para São Paulo.

Na América do Norte ou na Europa, shows grandes como os de Madonna acontecem em arenas espalhadas pelos países desenvolvidos. Os sites internacionais estabelecem a venda via Internet e sem restrições, sem cadastros prévios ou coisas desse tipo.

Em sites como Ticketmaster.com, a taxa de conveniência dificilmente ultrapassa R$ 10 e ainda o usuário tem a preferência em escolher imprimir o convite em casa, recebê-lo pelo correio ou até retirá-lo na bilheteria momentos antes do show. Vale lembrar que o site Ticketmaster.com já chegou até registrar mais 50 mil pessoas comprando em menos de dois minutos por uma noite de abertura.

O Brasil ainda tem muito que aprender sobre venda de entradas para eventos culturais ou esportivos. O que me preocupa nessa falta de tecnologia e de fiscalização é se teremos algo relativamente suportável para a Copa de 2014 ou se assistiremos tudo novamente de camarote; falhas tecnológicas e ações de cambistas em pleno Maracanã.

segunda-feira, setembro 01, 2008

Depois da bebida alcoólica é a vez dos remédios

Após muitas discussões sobre a punição para quem mistura álcool e direção, o governo ainda estuda outro projeto: a “lei seca” dos medicamentos. A proposta é do ministro Márcio Fortes e já foi enviada ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), às Câmaras Técnicas e ao Comitê de Saúde e Segurança no Trânsito.

A nova proposta deverá criar outra grande discussão em relação à direção. Debate esse que, no meu ponto de vista, já deveria ter sido superado pela maioria que ainda insiste nos argumentos. Afinal, já informado que, após a criação da lei seca, o número de acidentes nas estradas federais caiu satisfatoriamente. De acordo com a Polícia Rodoviária, no período de 20 de junho a 19 de agosto, a porcentagem foi 13,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado.

O novo projeto precisa ser estudado e analisado como um fator de segurança. Se realmente existe uma comprovação de que o uso de drogas pode interferir no ato de dirigir, então a medida é mais do que necessária e chega com severo atraso. Afinal de contas, quantas pessoas e famílias sofreram as conseqüências negativas por causa dessa somatória?

Além de ingestões químicas, o governo também deveria estar de olho nas fiscalizações. Do mesmo modo em que existe um risco de resultado negativo na mesclagem entre direção e drogas, há também em relação à manutenção dos veículos que circulam pelas estradas e cidades de nosso País. A lei sobre ela já existe, mas infelizmente é pouco supervisionada. O motorista pode estar sóbrio, mas se o veículo oferece riscos, do que adianta a lei seca?

sexta-feira, agosto 29, 2008

Antes do Esporte, Educação

Na tarde de ontem, vândalos que, segundo a polícia, são integrantes da torcida organizada invadiram e destruíram parcialmente a sede do clube Atlético, em Belo Horizonte. Fatos parecidos, em que cidadãos invadem e exterminam edificações públicas e particulares, estão cada vez mais comuns.

Esses certamente são reflexos de um País em que se acostumou com o clichê: fiscalização e punição não existem. Por um lado, o governo é cobrado pela falta de investimento no Esporte, quando, na verdade, o investimento deve acontecer de forma heterogênica. É necessário pensar em todas as áreas: educação, lazer, saúde, segurança e esporte.

Tais atos só reforçam a idéia de que o governo não deve agir isoladamente. A máquina necessita de todas as peças funcionando corretamente, assim como sua manutenção é imprescindível. Caso contrário é inevitável que o desgaste ocorra.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Nada de novo? Ou, nada, denovo?

Na noite do último domingo, o programa “Fantástico”, da TV Globo, finalizou o seu conteúdo com uma entrevista com os cantores Roberto Carlos e Caetano Veloso. E aí? Aí que a apresentadora do semanário e jornalista, Patrícia Poeta, não conseguiu desenvolver perguntas inteligentes e transformou a entrevista num cardápio completo de hiperglicemia. “Doce e melada”, a conversa não rendeu conteúdo e poderia nem ter ido ao ar.

A entrevista foi realizada no Rio, durante os bastidores do show em homenagem ao compositor e cantor brasileiro Tom Jobim. Então, é de se imaginar que o assunto deveria estar voltado às apresentações. Porém, pouco foi falado sobre elas. Enquanto Roberto Carlos e Caetano trocavam piegas, Patrícia não abusou e não demonstrou esforços em prosperar o bate-papo.

Repetindo a fórmula, Patrícia não resistiu e pediu: canta. Sinceramente, foi a melhor opção exibir a “reportagem” no último instante do programa. Graças a ela, a dose de sonífero fez muita gente roncar.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A culpa não é do governo

Após suspeitas de mortes por febre amarela, a população que mora nas áreas de risco passou a lotar postos de saúde atrás da vacina, que é válida por dez anos. Assim, surgiu mais um problema: a falta dela. Dessa maneira, quem não conseguiu a dose passou a reclamar sobre escassez do medicamento, colocando a culpa no governo.

Porém, essas mesmas pessoas se esquecem que a vacina sempre esteve disponível a qualquer cidadão. Só não tomou quem não quis. Pelo menos aqui em Limeira, sempre soube que deveria me vacinar quando fosse viajar para essas regiões. Inclusive, a imunização da febre amarela pode ser adquirida em qualquer posto de saúde daqui.

No caso da falta de medicamento, a todo o momento, o governo disponibilizou as vacinas na quantidade média que a população local utiliza. Se poucos costumam tomar, por que enviar mais vacinas do que o necessário? E não adianta vir com a conversa de que o acesso à informação é precário (claro que não estou generalizando). Logo que surgiram suspeitas sobre a doença em seres humanos, milhares de pessoas já estavam procurando a vacina no dia posterior. Então, a informação chega sim e rápida.

O governo está tentando fazer a sua parte, encaminhando as vacinas para os locais de riscos. Mas tanto a população como o governo foi pego de surpresa. Os moradores da região, sabendo da doença, já deveriam estar imunes e tomar uma nova dose a cada dez anos. Então, não se pode julgar o governo, pois a população também não fez sua parte.

Por outro lado, a carência da vacina tem se fortalecido com a ajuda de pessoas que andam tomando a dose em dobro. E, numa hora dessas, em que todos estão em busca do medicamento, acaba atrapalhando mais ainda e contribuindo para o caos. Portanto, não podemos reclamar do governo sobre esse aspecto. Não é de hoje que a vacinação vem sendo trabalhada. Ela já ocorria nos governos passados. Assim, já houve tempo suficiente para que os moradores das regiões em área de risco estivessem imunes.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Apareceu do nada.

Fiquei feliz em saber que os quadros de Portinari e de Picasso roubados no mês passado do Masp reapareceram. Como a polícia chegou até eles ainda não sabemos, mas que surgiram do nada isso ninguém pode negar.

Você explica?

terça-feira, janeiro 08, 2008

Mas onde estavam os responsáveis?


Com apenas 3 anos, uma menina perdeu parte de um dedo da mão esquerda depois de ser mordida por um macaco. O acidente aconteceu no último dia 22, em Mata de São João, no litoral baiano, mas só agora a notícia veio à tona. O animal encontrava-se em uma jaula improvisada e fazia parte de um circo que estava na cidade.

De um lado, o pai da criança defende que não havia segurança no local e que sua filha costumava a freqüentar o circo para brincar com outras crianças. “O macaco estava numa jaula improvisada”, afirmou.

Já o responsável pelo circo disse a uma TV local que no dia do acidente saiu com os outros funcionários para fazer uma caminhada. Quando retornou, ouviu os gritos da menina e logo foi socorrê-la. Ainda de acordo com o proprietário, a menina teria tentado dar caju ao animal.

A polícia agora apura todas as informações para verificar a responsabilidade. Acredito que ambos tenham culpa neste caso. Se o pai sabia que o local não era seguro, por que então deixava a filha freqüentar o circo para brincar? Já que sabia da situação, não deveria ter feito uma denúncia para que fosse apurada pelas autoridades?

Mesmo tendo total segurança ou nenhuma, é preciso verificar se o circo tinha autorização do Ibama para manter o macaco em cativeiro para apresentações circenses. E parece que isso já está sendo verificado. Estando ou não autorizado, certamente o responsável pelo circo deveria manter o recinto isolado de pessoas não-autorizadas.

Na minha infância, meu pai sempre procurou saber com quem brincava e onde brincava. Afinal, precisamos tomar atitudes responsáveis com os nossos filhos. Porque crianças são crianças e pais são pais.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Disque-denúcias: o chamado que vale a pena!

O chamado que valeu a pena. Assim pelo menos podemos concluir no caso de uma bancária de 23 anos que, na noite de sábado, por volta das 20h30, foi rendida enquanto descarregava compras em frente a sua casa. Utilizando o veículo da jovem, os criminosos a levaram até o cativeiro em Embu, na Grande São Paulo.

No entanto, um telefonema anônimo levou a polícia até o local onde a moça estava. Um suspeito próximo ao cativeiro foi detido e o outro ainda está sendo procurado pela polícia. No total, para sorte dela, felizmente foi um dia de agonia.

Casos como esse, em que anônimos participam alertando às autoridades sobre qualquer suspeita, já é comum em alguns Países da Europa e até nos Estados Unidos. Assim, a polícia local recebe a ajuda da própria população para combater ativamente as atividades criminais.

No Brasil, parece que esse tipo de comportamento ainda assusta a população, que vive desconfiada do próprio processo de violência por qual o País atravessa. Então, o que encontramos é uma crença na impunidade e na falta de segurança.

Porém, programas, como o disque-denúncias, têm dado resultado. Mas ainda o governo necessita tranqüilizar a população de que tais denúncias não trarão problemas futuramente, como uma suposta vingança do criminoso. Portanto, mudar a confiança do brasileiro é um ponto de partida. Mas incentivar o uso desses programas é o instrumento chave para no combate da criminalidade: das mais leves às mais organizadas.