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segunda-feira, maio 25, 2009

Família Meneghini: a exposição infantil

Enquanto Silvio Santos foi longe demais com a história da menina Maísa, o “Fantástico” infelizmente segue a mesma direção. Para ensinar hábitos corretos, o programa da TV Globo tem usado de uma espécie de reality show, selecionando famílias que queiram expor sua rotina ao Brasil no quadro "Mudança Geral". E, na atual edição, é a vez dos Meneghinis.

A visibilidade da família Meneghuini não seria tão preocupante se não tivesse dois pré-adolescentes, como definiu a própria garota e protagonista do quadro, Malu, de 13 anos, na última edição do programa. Ela e seu irmão, Matheus, de 10, são expostos aos votos populares e ao ridículo. No último domingo, por exemplo, estabeleceu-se que os dois cuidariam da cozinha durante esta semana, com acompanhamento de uma nutricionista, enquanto a mãe descansaria.

Mas o que isso tem demais? Simples: são duas crianças (ou pré-adolescentes) que estão se privando do estudo e das brincadeiras para uma exposição em massa, como se fosse numa arena de gladiadores. Lastimável.

A “síndrome de Maísa” daria uma discussão imensa, mas espero que órgãos defensores dos Direitos da Criança e do Adolescente acompanhem de perto casos como esse para que não se torne rotineiros em nossa sociedade.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Nada de novo? Ou, nada, denovo?

Na noite do último domingo, o programa “Fantástico”, da TV Globo, finalizou o seu conteúdo com uma entrevista com os cantores Roberto Carlos e Caetano Veloso. E aí? Aí que a apresentadora do semanário e jornalista, Patrícia Poeta, não conseguiu desenvolver perguntas inteligentes e transformou a entrevista num cardápio completo de hiperglicemia. “Doce e melada”, a conversa não rendeu conteúdo e poderia nem ter ido ao ar.

A entrevista foi realizada no Rio, durante os bastidores do show em homenagem ao compositor e cantor brasileiro Tom Jobim. Então, é de se imaginar que o assunto deveria estar voltado às apresentações. Porém, pouco foi falado sobre elas. Enquanto Roberto Carlos e Caetano trocavam piegas, Patrícia não abusou e não demonstrou esforços em prosperar o bate-papo.

Repetindo a fórmula, Patrícia não resistiu e pediu: canta. Sinceramente, foi a melhor opção exibir a “reportagem” no último instante do programa. Graças a ela, a dose de sonífero fez muita gente roncar.

segunda-feira, agosto 06, 2007

O depserdício da lei

Ontem, o programa “Fantástico”, da TV Globo, exibiu uma matéria muito importante que o governo também deveria se atentar. Segundo a reportagem, muitos restaurantes, inclusive aos dos cantores Chitãozinho e Xororó, são obrigados a jogar quilos e mais quilos de comidas todos os dias.

De acordo com o repórter, a lei brasileira não ajuda os restaurantes que tentam fazer com que a sobra do dia, ou seja, comidas que ainda não saíram da cozinha, cheguem às pessoas necessitadas. Isso porque, caso a pessoa venha não passe bem após a doação, ela terá o direito de processar a alma bondosa, que ainda poderá pegar cinco anos de reclusão.

Essa pena também é válida se a pessoa não conservou o alimento adequadamente. Então, diante dessa situação, os restaurantes são praticamente obrigados a jogar toda a sobra no lixo.

É até vergonhoso aceitar tal posição, já que, no Brasil, há muitas pessoas que incluem em suas orações diárias o pedido de pelo menos um prato de comida três vezes ao dia. Essa é atual realidade do País. De um lado, comidas desperdiçadas em milhares de restaurantes, do outro, milhares de casas que aceitariam essa alimentação.

Aumentar o número de programas semelhante ao que o “Fantástico” destacou é essencial para controlar o desperdício. E, claro, é fundamental estudar e modificar a lei para que possa trazer uma solução ao problema que o País enfrenta em relação ao desperdício de alimentos.

Também, são necessários investimentos para que a vida dessas pessoas possam mudar, para que vivam dignamente, com o mínimo de dependências possíveis.